A conscientização e a informação chegaram de forma acolhedora à comunidade de Laginhas na última terça-feira (11)

Ação da SEMTHAS e Secretaria de Saúde em Laginhas fortalece rede de apoio às mulheres e reafirma compromisso do Agosto Lilás
A conscientização e a informação chegaram de forma acolhedora à comunidade de Laginhas na última terça-feira (11). Com foco na prevenção e no enfrentamento à violência de gênero, a Caravana Lilás realizou um encontro especial junto ao Grupo de Mulheres Flor de Mandacaru
iniciativa vinculada ao Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).
A ação intersetorial reuniu membros da Secretaria Municipal de Trabalho, Habitação e Assistência Social (SEMTHAS) e da Secretaria Municipal de Saúde, promovendo um momento estratégico de fortalecimento da autonomia feminina e da rede comunitária de proteção, com espaço para escuta ativa, troca de experiências e orientação sobre os direitos das mulheres.
O encontro ultrapassou o repasse de informações técnicas: transformou-se em um ponto de acolhimento e cuidado integrado. Durante a atividade, as equipes abordaram os diferentes tipos de violência
física, psicológica, moral, patrimonial e sexual , além de detalharem os fluxos de atendimento em saúde e assistência social e os caminhos seguros para buscar ajuda e proteção no município.
A iniciativa integra as mobilizações do Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização organizada em referência à criação da Lei Maria da Penha (Lei Federal nº 11.340), sancionada em 7 de agosto de 2006. O mês consolidou-se como o principal marco no combate à violência doméstica e familiar no país, estimulando debates públicos, ações itinerantes e a articulação de políticas públicas intersetoriais.
O objetivo central do movimento é romper com a cultura do silêncio e desmistificar a ideia de que a violência contra a mulher se restringe à agressão física. Situações de controle financeiro, chantagem emocional, humilhação verbal, isolamento social e importunação sexual também configuram violações graves de direitos e exigem intervenção imediata da rede pública.